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Dicas de filmes para ver em casa.

1. As pontes de Madison (Netflix, Internet) para ninguém duvidar da força do melodrama em estabelecer o sofrimento amoroso como um estado sublime da alma (atenção para Dinah Washington, dama do jazz, cantando Blue Gardeia). A cena de Meryl Streep e Clint Eastwood se “despendido” é linda: lágrimas sinceras (ingênuas?) para molhar o seco tapete da sua sala ou da sua alma;
2. Desencanto, de David Lean (Netflix, Internet): mais um melodrama sofisticado sobre as delícias e dores do amores, encontrados e desencontrados;
3. Bloodline (Netflix): série de TV bem realizada sobre uma família que esconde segredos. A ovelha negra chega para tirar a sujeira debaixo do tapete. Atenção para o clima de suspense e os diálogos bem construídos. Você ama e defende enfaticamente sua família? Rs, rs, é melhor não ver;
4. O corvo (Netflix): filme de 1963 do excelente Roger Corman. Os feiticeiros aprontam num duelo engraçado e sinistro sobre os desígnios da morte. Você ainda ganha as interpretações de Vicente Priece, Peter Lorre e Bela Lugosi;
5. Dominguinhos (Netflix): vida do sanfoneiro brasileiro. Sobra digninidade e talento para esse artista brasileiro. As músicas vão fazer você gostar do Brasil e se perguntar: de onde surge tanto talento num país que pouco se esforça para reconhecer e incentivar seus artistas?
6. Better Call Saul: série de TV sobre um advogado que faz de tudo para “subir na vida”. E mais: se você acha que os personagens estão cada vez mais cínicos no cinema e na TV, prepare-se para ouvir diálogos dilacerantes entre escroques, sacripantas e canalhas de toda ordem;
7. Blue Jasmine (Netflix): não precisa ser adepto do budismo e sequer espírita kardecista para ter compaixão da personagem de Cate Blachet. Toda a humilhação destinada ao “ser apegado” aparece de forma inclemente;
8. Trainspotting (Netflix e internet): quando você ficar com vontade de levantar seu dedinho moralista contra todo tipo de droga, veja primeiro este filme. Seja decente diante deste problema tão complexo: não faça julgamentos bobos, mas tenha a humildade para querer constatar e compreender tão dramática questão.
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Discussão

Um comentário sobre “Dicas de filmes para ver em casa.

  1. Assisti a Trainspoitting há séculos e achei impactante (me parece que há uma nova versão). As Pontes de Madison despertam o romantismo mesmo na mais empedernida das criaturas e Blue Jasmine é genial. Há quem diga que não gosta do Woody Alen, e eu sempre respondo que é porque não assistiu aos filmes “certos” dele e, bem, este é um deles: certeiríssimo, por qualquer ângulo que se queira analisar. E, sim, glamour e sofrimento não são equidistantes, mas, como mostra o filme, quase que interdependentes, inalienáveis. E aí é que está a graça e a compaixão despertada no espectador.

    Publicado por Marília Fleury | 22/05/2016, 14:49

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